Recuse contra-ofertas ao pedir demissão para uma saída tranquila

Já aconteceu com praticamente todos nós em algum ponto da vida: Você vai ao seu chefe pedir as contas, e a empresa se chacoalha pra conseguir uma oferta para tentar te segurar no trabalho. Pode ser tentador, especialmente se o aumento ou benefícios que eles estão oferecendo são grandiosos o bastante para se equivaler (ou até mesmo ultrapassar) a oferta que a nova empresa lhe ofereceu, mas em praticamente todos os casos é uma péssima idéia aceitar de fato essa oferta. Saiba o porque:

Deixando de lado o fato de que, mesmo que você aceite a contra-oferta, você sempre será “o cara que se demitiu mas ficou pelo dinheiro”, é válido lembrar que contra-ofertas são feitas geralmente quando uma empresa – ou um gerente, ou diretor – está em “modo pânico” e não quer, de repente, perder um funcionário importante ou valioso – pelo menos até que este possa ser facilmente substituído.
Então no meio tempo em que você aceita a oferta feita por eles, e aproveita o holerith gordo no final do mês e pensa que está tudo bem, é bastante provável que sua gerência está trabalhando numa forma de conseguir não depender mais dos seus serviços, ou até de substituí-lo, para que eles possam então eliminar esse risco – você eventualmente procurar um novo emprego novamente.

Além disso, se a oferta feita veio junto com um aumento substancial, não espere aumentos regulares subsequentes, ou bônus especiais sendo direcionados à você, quando todos os seus colegas de trabalho acabam conseguindo alguns. Seus gerentes irão (com razão) apontar que “você acabou de receber um gordo aumento quando ameaçou ir embora”, e que você pode se manter nesta faixa salarial por mais alguns anos.
Recrutadores de RH observam que funcionários que aceitam contra-ofertas geralmente saem, ou são demitidos em poucos meses após o aceite da proposta, de qualquer maneira.
Além disso, se você desfizer o pré-acordo com a nova empresa (a que lhe ofereceu a vaga que te motivou a pedir demissão), pode ser que a porta não se abra uma segunda vez.

Generalizando, se você chegou num ponto em que você está se sentindo pronto para sair de uma empresa, é provavelmente a hora certa de ir, com ou sem ofertas tentadoras.

Baseado no original de Alison Green, do US News

Sobre Jeremias Zerbini

Jeremias Zerbini escreveu 76 artigos neste blog.

27 anos, entusiasta de tecnologias opensouce, geek, adorava perder as partições do HD aos 15 anos instalando GNU/Linux. Gosta de video-games, e isso inclui instalar o Yellow Dog no PS3 novinho. Consultor autônomo na área de infra-estrutura de servidores, está sempre dedicando, quando possível, um tempinho extra para pesquisar sobre novas e melhores alternativas ao software proprietário [mas sem histeria].

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